Trem Brasília para Goiânia – Por que não resolvemos o problema do transporte primeiro?

Uma das últimas notícias sobre transporte, é a conclusão de um estudo, e só esse já custou mais de 5 milhões de reais, sobre um trem para ligação entre as capitais Brasília e Goiânia. O “Expresso Pequi” – nome horroroso – visa estabelecer uma linha de trem de alta velocidade para a ligação destas cidades.
Esse projeto já não é novo, como tudo no Brasil que venha a beneficiar o povo, ele anda a passos de tartaruga. Mas convenhamos que antes de medir esforços em uma empreitada tão grande, por que raios o Governo de Brasília não resolve de vez a situação desde sempre precária do transporte na Capital? Ou ainda por que não busca implementar soluções que melhorem nosso trânsito?
Só ter uma frota renovada não resolve. Existem abusos contra o passageiro, horários ruins, linhas mal aproveitadas ou até linhas que deveriam existir, o aperfeiçoamento da bilhetagem e a melhoria da estrutura, como dos terminais, uma verdadeira modernização da Rodoviária do Plano Piloto. Falta uma integração de verdade, e por falar nisso, porque não terminam o Metrô?
São essas e muitas outras questões que devem ser observadas pelo atual governo. Com um transporte descente, perdemos menos tempo, esquentamos menos a cabeça e a qualidade de vida na capital pode ganhar uma mudança. Deve se pensar no que está perto e no que afeta diretamente a população.  Em nosso país, a maioria dos projetos grandiosos servem apenas para encher os olhos e não o orgulho da população.
Jeff Lima

700 milhões de reais – O Asfalto e a Chuva

jeff na web brasília chuva asfalto governoQuem não lembra das animadas publicidades do GDF, mostrando os “Feitos” do Governo Agnelo Queiroz? Bom, para não lembrar de tudo, vamos nos atentar a uma coisa bem legal. Em 2014 o GDF, comandado pelo então governador Agnelo Queiroz, iniciou um plano para renovar o asfalto de “todo” o Distrito Federal, digo “todo” pois essa era a promessa. Bom aos poucos as maquinas trocaram a “casca asfáltica” no Plano Piloto e depois seguiram para as satélites.

Nas palavras do próprio governador, o brasiliense teria asfalto novo, alí na porta de suas casas e não  só em vias principais. Pois bem, ví pessoalmente a troca da “casca asfáltica” em algumas satélites, em vias principais, vou citar Taguatinga, onde fizeram o serviço na Via Comercial Norte e esqueceram das Samdús, Ceilândia, também apenas no comércio entre vários outros pontos isolados.

Na própria Cei (Ceilândia) no mês da eleição, a Secretaria de Obras “estacionou” os tratores numa esquina no Setor O. Ainda cutuquei minha mãe; Olha aí nega, isso é enfeite, não tem ninguém trabalhando. E de fato, não tinha ninguém trabalhando. O asfalto alí naquele local ja tem mais de 20 anos, e a via abaixo só recebeu leves retoques, o clássico “Tapa Buracos” que eles adoram fazer.  Dessa mesma forma, o novo asfalto chegou nas outras cidades, picotado, obras apenas em alguns pontos.

700 milhões de reais, é muito dinheiro! Essa obra foi anunciada e iniciada antes do período de eleição e como ainda estava em andamento, virou promessa no portfólio do candidato e Governador Agnelo. Talvez, ele viu que não ia dar conta, visto o tamanho da desordem na administração da Capital e resolveu usar como vantagem para ganhar o voto de algum louco.

Ok, 700 milhões de reais! É um dinheiro muito bom. Mas vamos ao porque do post. No último dia 16/12, noite de terça, caiu um baita temporal sobre o DF. O grande volume de água, somado ao matagal e a sujeira nas ruas gerou uma série de inundações, rios, correntezas, era água pra ninguém botar defeito! Tinha água dentro das lojas, no shoppings, cinemas, garagens e quem diria “belas” as corredeiras nas quadras 300 e 200 das Asas Sul e Norte. Em Vicente Pires, teve gente que conseguiu até passear de JetSki (moto aquática é muito feio de falar ou escrever).

E o ASFALTO onde entra nessa história?

Bom, se você é como eu, repara bem nas coisas e ruas por onde passa. Durante as obras ví que o novo asfalto foi colocado em muitos lugares desobedecendo alguns padrões. Entradas de boeiros ficaram parcialmente cobertas, outras ficaram reduzidas e sem falar no nível. Mesmo que fino, o asfalto deixou as vias mais altas, em alguns locais quase engoliram o meio fio. Erros gritantes de planejamento e execução da obra.

ENTÃO, agora que temos uma casquinha de asfalto nova, que impermeabilizou o solo e prejudicou o escoamento pelos boeiros, hummm, com uma CHUVINHA que anda caindo no fim do dia…o que temos? Enchente e muita aventura para os cidadãos da Capital!

Antes que eu esqueça, 700 milhões de reais! 🙂