Câmara Legislativa | Na falta do que fazer aprovam projeto que reserva vagas exclusivas para advogados em órgãos públicos.

Às vezes me impressiono com algumas coisas que acontecem em Brasília. Como pode uma cidade tão moderna possuir uma Câmara Legislativa cheia de deputados sem noção. Ao invés de trabalharem para a sociedade em geral, cumprir toda aquela balela que usuram para iludir o povo e ganhar voto, eles se sentam para pensar na próxima medida ridícula que vão aprovar.
Quando vai chegando um período de férias então, eles ficam maluquinhos para votar logo e nem se importam com a atenção que deveriam dar as pautas em questão.
Uma das últimas foi um projeto que prevê vagas exclusivas para advogados em estacionamentos de órgãos públicos. Esta bizarrice foi proposta pelo Deputado Agaciel Maia e foi votada pelos outros coleguinhas de casa.
Brasília já tem um problema grave de vagas em qualquer estacionamento. Reservar vagas para uma categoria específica não é solução e só vai agravar a situação. Um dos pontos propostos é que isso agilizaria o trabalho dos advogados, ao chegar com seus processos nas repartições beneficiando o cliente.
Não estou querendo desvalorizar qualquer categoria, mas dar exclusividade não é justo! Médicos, enfermeiros, babás, dentistas e muitos outros profissionais são importantes, já pensou se a moda pega e começam a fatiar estacionamentos para cada categoria?
A OAB aprova a ideia! Ora, mais claro que vão aprovar, eles são da categoria beneficiada!
A Câmara Legislativa deveria se ocupar em buscar soluções e não em projetinhos que beneficiam alguns e esquecem o resto. Estacionamento é direito de todos! E os carros especiais, que realmente são importantes (Bombeiros, Ambulâncias, Serviços Básicos de manutenção) já tem vaga prevista e sinalizada pelas normas de trânsito.
VAMOS TRABALHAR DE VERDADE E PARAR DE FAZER BESTEIRAS! Os deputados devem honrar o seus compromissos com o DF.

Taxistas x Uber – Muita discussão pra pouco caso

Uma das últimas polêmicas envolvendo aplicativos para smartphones é o crescimento do uso do Uber. Para quem não sabe, através do aplicativo você pode localizar um motorista, com um bom carro e preço competitivo pronto para transportar você até qualquer ponto da cidade.
Fácil, econômico e com atendimento personalizado. Pontos fortes e atrativos para qualquer consumidor.
E a briga?
Em Brasília, os taxistas e o seu sindicato estão em pé de guerra contra o serviço e os seus motoristas. Entre muitos argumentos, o que os motoristas que usam o Uber não estão cadastrados para o transporte de passageiros e ainda a concorrência desleal.
Agora observe a questão de uma forma melhor.
Os taxis de Brasília estão entre os mais caros do Brasil. Quem sabe até do mundo! Qualquer corrida é absurdamente cara. Com o Uber, o consumidor acerta a corrida com o motorista, geralmente é um automóvel com certo padrão de luxo e conforto e quase sempre sai muito mais barato do que um táxi na Capital.
Os taxistas reclamam que estão perdendo mercado. Claro! Quem vai deixar de andar melhor e pagando menos por um serviço quase exclusivo, do que um táxi onde o motorista cobra o olho da cara, um rim e um pulmão para uma corrida básica até o aeroporto? Ninguém!
Antes de reclamar e fazer essa zona toda, os taxistas do DF, deveriam se reunir e tentar oferecer um preço menos abusivo, um serviço de mais qualidade para poder garantir a rotatividade de clientes. Ao invés de buscarem uma solução nesse sentido, eles querem uma “exclusividade” que não é boa em nada para o seu consumidor.
O Uber não é um vilão e muito menos foi criado para prejudicar a categoria. O aplicativo é uma oportunidade. Em muitas cidades no mundo os táxis e os motoristas do Uber vivem tranquilamente sem essa frescura toda que estamos vendo na Capital. Vamos descomplicar! Quem deve escolher o que usar é o consumidor! Monopólio sobre qualquer serviço é abusivo.
O caso chegou ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que vai analisar a questão, partindo também das agressões que outros serviços, como o das vans de turismo, vem sofrendo por parte dos taxistas.